Na semana mundial do combate ao glaucoma, saiba mais sobre a doença e como preveni-la
16/05/2012 17:45
O glaucoma é a alteração do nervo ótico e da pressão intraocular. É uma doença que não tem sintomas e provoca danos irreversíveis. Na Semana Mundial de Combate ao Glaucoma, a prevenção e a relevância de seguir o tratamento a risca são exaltados pelos profissionais de saúde que se preocupam com as estatísticas alarmantes de que hoje, no Brasil, 1 milhão de pessoas estejam em tratamento, e que há mais outro milhão que tem a doença e não sabe. “Por isso não cansamos de repetir: procure um oftalmo se faz tempo que não vai a um”, aconselha Dr. Gilberto dos Passos, médico e secretário geral da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e vice-presidente científico da Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma.
Na consulta de rotina, mesmo que não haja a principio desconfiança da presença do glaucoma, o médico faráuma série de exames. Essa pesquisa inclui verificar a pressão do fundo do olho, que de acordo com Passos, quando normal tem o parâmetro numérico de até 21. “Mas há casos que fogem a regra, pois há pessoas com 5 que sofrem de glaucoma”. Por isso só medir a pressão não basta.
Outro indício bastante forte do glaucoma é perda da visão periférica, que pode ser constatada em exame oftalmológico. “Essa doença começa pela periferia do olho. A visão das laterais vai escurecendo, e se estreitando, até que a pessoa enxergue como se estivesse olhando pelo cano de uma espingarda”, explica.
Melhor prevenir do que remediar
O glaucoma, quando diagnosticado, pode ser tratado de diversas formas. “No passado glaucoma era sinônimo de cirurgia. Hoje é nosso ultimo recurso. Isso porque existem medicamentos, colírios no caso, bem eficientes”. Além dos colírios, há opção do raio laser. Embora o tratamento não seja barato, há iniciativas do governo no sentido de fornecer consultas e tratamentos completos. “Todos os colírios são muito caros, mas o futuro indica que da mesma forma que o governo dá remédio pra pressão, vai ter que dar colírio pra glaucoma. No Rio de Janeiro, o governo está liberando clinicas para pesquisar e medicamento para tratar, mas a quantidade ainda é pequena”, salienta o Dr. Gilberto.
Diferente do que muitas pessoas pensam diabetes, tireóide e hipertensão não são desencadeadores do glaucoma. “A pessoa pode ter mais de uma doença ao mesmo tempo, e não necessariamente uma terá correlação com a outra”, explica o doutor. A atenção precisa ser redobrada para aqueles que tenham histórico familiar. O problema pode ser hereditário, e não segue a regra de aparecer em todas as gerações, podendo pular algumas.
Após os 40 anos a prevenção precisa ser intensifica. Todavia, o glaucoma não elege uma faixa etária. “Há crianças que já nascem com glaucoma, do tipo congênito. As estruturas do olho são aumentadas para o padrão de córnea, e ai pode surgir uma suspeita”, aponta. Uma cirurgia de catarata postergada pode complicar e acabar em glaucoma. “A diferença entre a cegueira da catarata e do glaucoma é que a primeira é reversível, a segunda é permanente”.
Fonte: DaquiDali